Justiça

Bolsonaro nega envolvimento em trama golpista e pede absolvição ao STF

14 AGO 2025

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou, nessa quarta-feira (13), ao Supremo Tribunal Federal (STF) a absolvição no processo que apura uma suposta trama golpista para reverter o resultado das eleições de 2022. O pedido foi feito nas alegações finais encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação.

O prazo para entrega das manifestações de todos os réus terminou às 23h59 dessa quarta-feira. Essa é a última etapa antes do julgamento, que poderá condenar ou absolver os acusados.

No documento, os advogados afirmam que não há provas de que Bolsonaro tenha participado de qualquer plano para um golpe de Estado ou para os atos de 8 de janeiro. “A verdade, que a muitos não interessa, é que não há uma única prova que atrele o Peticionário ao plano “Punhal Verde e Amarelo” ou aos atos dos chamados Kids Pretos e muito menos aos atos de 8 de janeiro”, declarou a defesa.

Os advogados também classificaram o processo como “histórico e inusitado”, criticando a forma como o caso foi conduzido. “Os réus são tratados como golpistas, como culpados, muito antes de a defesa ser apresentada. Uma parte expressiva do país, a maioria da imprensa não quer um julgamento, quer apenas conhecer a quantidade de pena a ser imposta”, afirmaram.

A defesa ainda questionou a delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, chamando-a de “manipulada” e “imprestável”. Segundo os advogados, Cid teria se protegido atribuindo responsabilidades ao ex-presidente, cujos atos “foram sempre públicos e de governo”.

Além de Bolsonaro, outros seis aliados devem apresentar alegações finais. Mauro Cid, por estar na condição de delator, entregou seu documento no mês passado.

Autor(a): BZN



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